Palavra do Fundador

Amados filhos e filhas, irmãos em Cristo Jesus, feliz 2024!
Assim, queremos iniciar nossa reflexão no primeiro mês deste ano, com o coração repleto de gratidão e felicidade, por tudo que vivemos no ano passado e esperançosos com tudo o que cremos será realizado neste ano. “Deus é bom o tempo todo e todo tempo Deus é bom”.
Compreendemos, com essa certeza, que a felicidade não é uma condição meramente emocional, sentimentalista, que anuncia a ausência de problemas ou dificuldades ou ainda um estado permanente de ataraxia (palavra grega que significa repouso ou tranquilidade da alma), para a qual não existe perturbação, desassossego, na verdade a felicidade configura-se como uma certeza, isso mesmo, a certeza de estar no centro da vontade de Deus, o escolher a Deus por primeiro, o amar mais a Deus, em todas as situações e circunstâncias de nossas vidas, diante dos inúmeros desafios, com dores, com dessabores e algumas derrotas, em meio as crises que possam surgir, mas também nos momentos de conquistas, de avanços, de perseveranças de fidelidades, a felicidade constitui-se de tudo isso, desde que estejamos no centro da vontade divina.
Você compreendeu bem? Para sermos felizes precisamos ser impulsionados pela eleição, a primazia de Deus em nossas vidas. Isso não é uma tarefa fácil, por mais que nos esforcemos sabemos que somo como a metáfora de Platão da Carruagem, com o cocheiro e os dois cavalos. Consegue imaginar? A carruagem é a nossa vida, o cocheiro somos nós e os dois cavalos são a vontade e o desejo. O interessante dessa metáfora é que os cavalos irão para onde o cocheiro deixar, permitir ou ainda se omitir. Em si, vontade e desejo não são ruins, mas se os deixamos desgovernados, se as rédeas não estão nas nossas mãos ou se terceirizamos a outrem o controle da nossa vida somos capazes de viver a infelicidade quando deveríamos estar vivendo a felicidade, que não significa realizar tudo o que se quer. Nisso reside a nossa autorresponsabilidade com o que e como vivemos a nossa vida. Vontade e desejo, controlados, ordenados em Deus, podem sim ajudar a preencher o vazio existencial que muitas vezes nos assola, porque as rédeas que estão em nossas mãos têm a ajuda divina.
Muitos cristãos se perdem buscando nos prazeres deste mundo a felicidade que só se encontra em Deus. Talvez você diga: eu sou de Deus, vou a Igreja, comungo, busco os demais sacramentos. Contudo, se não tens uma vida de comunhão com o Senhor, de
intimidade com Ele, se a sua vida é de mera devoção, sempre estará insatisfeito, insaciável.
Como se sabe que alguém não tem vida de comunhão com Deus? A busca pelos prazeres externos, de forma desordenada, a busca por realizar sonhos e mais sonhos meramente humanos que afagam somente a carne, e não que realizar sonhos seja algo ruim, pelo contrário, é muito bom quando ordenado em Deus, quando não existe em detrimento a vontade Deus. Deixa Deus sonhar em ti.
Avançando mais ainda nessa reflexão, que trata da verdadeira felicidade, você consegue perceber que é você que precisa tomar uma decisão pela felicidade, ela não vira como em um “passe de mágica”, o teu pedido feito a Deus é atendido sim, com o esforço da sua parte, com a sua determinação por viver uma vida de felicidade tendo como cerne dessa à vontade divina.

Fraternalmente,

Diácono Luiz Santana (Diác. Luizinho)
Fundador e Moderador Geral Comunidade Passio Domini

Diácono Luizinho

Fundador da Comunidade Passio Domini